sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Será que Deus quer mesmo nos USAR?

A Bíblia diz que Deus não é servido por mãos humanas (Atos 17:25), e que Cristo não veio para ser servido, mas para servir (Marcos 10:45, Mateus 20:28), então o primeiro paradigma que tem que cair é acharmos que Deus precisa de nós pra coisa alguma. Deus não nos chamou para trabalharmos pra Ele, mas para trabalharmos Nele, gerando substancialidade desta posição em Cristo. Ele é, e nós por estarmos Nele somos (I Jo 5:17). É uma questão de identidade, Ele é a videira e nos os ramos e por esta qualidade somos frutíferos. Não é uma condição de fazer mas de ser, identidade e não prática.

Deus não quer nos usar, Ele quer um relacionamento íntimo conosco, de forma que esta íntima e profunda relação de amor vai nos amalgamando à Ele a ponto de nos forjar na sua natureza (colossenses 2:9 e 10), então passamos a frutificar. Deus não nos usa, quem é usada é a prostituta, ele tem conosco uma relação frutífera.

Muita gente está buscando em Deus ser usados, às vezes por falta de entendimento, mas na maioria das vezes por ganância (Filipenses 1:17 e 18) . Deus não quer te usar, a obra de Deus é dele, ele cuidará de edificar a sua igreja, e as portas do inferno não vão prevalecer sobre a igreja que Deus estiver edificando, mas àquelas que são de homens "usados", esta vai cair (Mateus 16:18). Portanto, na palavra de Deus o início e o fim da igreja já estão registrados lá, e nós podemos fazer o que quizermos, está lá, não vai mudar. O que nós temos que fazeré conhecer profundamente o Senhor, e entender que a obra Dele, Ele preparou para que andássemos nela, antes mesmos de sermos criados (Efésios 2:10), o que precisamos é conhecê-lo tanto que identifiquemos Sua vontade, e quais boas obras o Senhor levantou para andarmos nela.

Um árvore frutífera que dê laranja não dará maça, se somos laranjeira, naturalmente daremos laranjas, sem fazer força. O obra de Deus são os frutos que geramos pela nossa relação com Ele, pelo nosso conhecimento Dele e da Sua vontade. Não peça pra Deus te usar, procure conhecê-lo, queira entender a paternidade de Deus, e naturalmente você começará a andar nas boas obras e grandes coisas ELE FARÁ EM VOCÊ E ATRAVÉS DE VOCÊ, de forma que a glória será de Deus e não sua.

por Rhone Giullian

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Hei Jobs, parece que leu a Bíblia!

O portal de notícias G1, lançou em homenagem ao recentemente falecido Steve Jobs, frases deste grande líder empresarial que comandava a Apple. Jobs revolucionou enquanto líder e ressuscitou uma empresa em momento de crise. Pra mim é interessante onde em algumas frases a consciência de tempo e propósito contribuiu na sua disposição de ser um dos melhores líderes que vimos em organizações. Quero refletir sobre algumas dessas frases:

“Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder...”

Essa foi a consciência que levou os apóstolos e líderes Cristãos nos primeiros séculos a com relevância e compromisso evangelizar o mundo. A perspectiva temporal de fim breve, ou mesmo uma consciência escatológica, tira-nos o orgulho amedrontador e paralisante, além de nos pressionar a disposição de experimentar o novo, marcar a história, ter uma vida relevante.

“...a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo...

A perspectiva de relevância e tempo, a compreensão de que envelhecemos e são os jovens quem trazem a transformação na história, que o que construímos vai ser desenvolvido por outras gerações, deveria ser a consciência dos líderes evangélicos, a maioria destes se propõe a uma liderança castradora, encaixotando os jovens nos seus modelos, calando a voz profética e impedindo o correr do rio de Deus. É preciso entender a dinâmica do tempo, considerar instabilidade não programável da vida, de forma a abrir espaço para que as gerações mais jovens, nascidas nesse tempo histórico, orientados por valores e princípios eternos e por pessoas que discernem bem estes conteúdos, para que eles nos apontem o caminho de comunicarmos o evangelho imutável para todas as diferentes e mutantes gerações.

“Seu tempo é limitado. Por isso, não perca tempo em viver a vida de outra pessoa. Não se prenda pelo dogma, que nada mais é do que viver pelos resultados das ideias de outras pessoas...”

Bem, quando eu passo, sinceramente, a perceber o tempo e sua ligeireza, fico impelido a medir os feitos, e não sei se isso só se dá na minha consciência, tenho um afrontante sentimento de perda. Nós últimos anos, tenho me proposto a viver intensamente, aproveitando cada espaço, claro, sem esquecer que o ócio é importante quando criativo e que minha família é também parte desta vida. Parece que meu prazer por estudar, por escutar mais e falar menos, por viver experiências distintas, por ser menos preconceituoso e radical, por sorrir mais dos meus pequenos vacilos, aumentou na medida que meu tempo aqui nessa terra diminuiu.
Mostra-me, Senhor, o fim da minha vida e o número dos meus dias, para que eu saiba quão frágil sou. Salmos 39:4
Hei Jobs! Parece que leu Bíblia.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Projeção do referencial paterno em Deus

Nos dias atuais, cresce a resistência à Deus, alguns resistem a ponto de negá-lo, outros o ignoram, mas alguns, mesmo se dizendo seguidores e servos de Deus, tem resitências que os impedem de uma relação plena e íntima com o Senhor.

Quero falar sobre algo que contribui muito para a dificuldade na relação com Deus, a Projeção que fazemos do nosso pai na pessoa de Deus.

Todos sabem que Deus é Pai, ele é assim reconhecido por Jesus e por seus apóstolos. Na oração que Jesus ensinou ele inicia dizendo que nós deveríamos orar chamando Deus de Pai. Assim Jesus estabelece o que Deus é na nossa vida, nosso Pai celestial.

Bem, para Freud e outros de seus seguidores, Deus é uma criação da mente humana que “projeta fortes desejos e necessidades internas e que a ideia de um “super-homem idealizado dos céus” é algo infantil e “o mundo não é uma creche”. (Armand M. Nicholi Jr. no Livro: Deus em Questão C.S.Lewis e Freud).

Para eles Deus é projeção, criação da nossa mente na necessidade de um super-pai, mas o que parece é que os ateus, justamente por projetarem a pessoa do pai em Deus, ficam revoltados com Ele e tentam negá-lo para poderem manter uma certa paz, já que se Deus Pai é como o pai deles, então Deus é um problema sério para a nossa vida.

Projeção é quando atribuímos a algo fora de nós algo que está dentro de nós, sentimentos, intenções e características pessoais que se nós às reconhecêssemos como nossa, sofreríamos angústia. Então para expressarmos tais questões pessoais que mantemos escondidas no nosso inconsciente, projetamo-las exteriormente para lidarmos com elas conscientemente e sem sofrimento. Assim, se somos invejosos e não queremos enxergar isso, projetamos nos outros esse sentimento, de forma que vamos vendo as pessoas ao nosso redor como invejosas.

A Bíblia em Romanos 2:1 fala que quando julgamos estamos nos condenando porque praticamos as mesmas coisas que condenamos. Isso é projeção, coisas que são questões mal resolvidas na nossa vida, que questionamos nos outros, mas que é uma situação que não queremos ver dentro de nós.

Nesse sentido, muitas pessoas que não chegam a negar a Deus, que se relacionam com ele na igreja e desenvolvem um certo nível de vida espiritual, podem ter um sério comprometimento nessa relação por projetarem os referenciais de paternidade, pai, padrasto, cuidadores, etc., em Deus, o que faz com que Deus carregue as características que internalizamos desses pais, tudo isso de forma inconsciente.

Assim, Deus é uma entidade cheia de falhas, humanamente corrompida, que falha conosco, que não cumpre sua palavra, que trai, agride, ou qualquer atitude negativa que nosso pai humano pôde ter em relação a nós.

Bem, cabe a nós julgarmos a nós mesmos, será que não temos percebido Deus Pai a partir do nosso referencial paterno equivocado? Será que por não suportarmos pensar que um pai, visto a partir daquilo que pensamos de pai, é todo poderoso e tem poder sobre nossa vida, e por isso queremos negar sua existência tentando não nos ver a mercê Dele?

Negar a Deus não o fará deixar de existir, nem crer na sua existência o fará existir, mas negá-lo por projetar nele suas decepções relacionais com referenciais de paternidade, é perder o privilégio de conhece-lo como Pai perfeito, que é amor, que não muda, que jamais rejeitará seus filhos. Não ter intimidade de filho para com o Pai celestial, por julgá-lo a partir de nossas experiências com referenciais paternais, é não viver uma vida plena (João 10), sem limites, que te levará além do que jamais você sonhou.

Fale com Deus sobre sua referência paternal, e encontre nele o Pai eterno, que vai curar plenamente sua vida.

Que você aceite a paternidade de Deus e seja verdadeiramente livre.

Por Rhone Giullian Rhonepsico.blogspot.com

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Adoção, o que isso tem haver com Deus?

Paulo fala de adoção inserido num contexto romano, que dentre os tipos de adoção vigentes considerava a possibilidade de adotar uma pessoa com toda a sua família e bens. Quando este tipo de adoção acontecia, o adotado deixava, absolutamente, de ser filho do antigo pai e de ser da antiga família, era totalmente anulada a anterior estirpe, sendo agora ligado por linhagem (Agnata) à paternidade do adotante. A Família dos Romanos funcionava da seguinte maneira, o patriarca (Paterfamilias) era autoridade sob quem estavam toda uma geração, herdeiros de seu nome, linhagem e bens. Esse Pai era (Dominus) senhor e dono, governava com autoridade (Potestas) sobre sua geração e todos os bens. Neste contexto amplo de conceitos de adoção do direito Romano, existia também, a possibilidade de adotar o estrangeiro e este ser cidadão por filiação, podendo inclusive, se for da família do imperador, vir a ascender ao trono recebendo-o como herança.


Assim, quando Paulo fala em Romanos 8 ou Gálatas 4 sobre adoção, ele está falando de algo poderoso, que assustaria todas as teologias humanistas e todo conceito já elaborado por todas as religiões. Deus faria isso que Paulo disse que ele fez?


Se Deus adotasse uma pessoa (segundo o que o Paulo disse, baseado no contexto histórico-cultural que vivia), então esta pessoa teria toda a ascendência humana negada desde o primeiro homem, e toda a herança humana do passado deixaria de existir, então maldições, de Adão até os pais da pessoa adotada, não teriam sobre ela efeito algum. A herança que essa pessoa receberia seria a própria herança de Deus, a mesma de um filho como Jesus. Será que isso não é absurdo?

Se essa adoção fosse possível, está pessoa teria todos os seus bens sob o domínio do adotante, o próprio Deus, e tudo o que o adotante tem como herança, o filho adotado teria direito, isso não é presunção?


Bem, se o adotado fosse estrangeiro, e é claro, nós que somos terrenos somos estrangeiros em relação ao céu, ele teria sua natalidade modificada, ele deixaria de ser reconhecido como estrangeiro e seria agora cidadão legítimo do céu. Isso Beira a loucura!


Mas, parece que o Paulo queria mesmo é defender isso, então ele disse, as coisas loucas são sabedoria de Deus, porque parece que o Deus de Paulo escolheu as coisas que não são (possíveis no nossa compreensão humana), para confundir as que (aparentemente) são.


Acho que estou ficando louco, igual ao Paulo.

Acho que os Deuses que me oferecem as religiões são tão comuns. E você, o que tá pensando do Paulo?


Por Rhone Giullian rhonepsico.blogspot.com

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Sainda da passividade e entrando na maturidade



A cosmovisão do Brasileiro

O Brasil, dentre alguns países, é celebrado como país da vez, mérito não tanto político, nem muito administrativo, mas um mérito fruto de um potencial enorme e muito pouco explorado. A contradição entre um enorme potencial e o pouco aproveitamento está no baixo investimento em educação, preparo científico e consequentemente mão de obra qualificada.

Um outro impedimento é nossa constituição histórica, desde a colonização construímos ideias de familismo, clientelismo e imperialismo dentre outros males. Somos passivos diante de um Estado que só serve a elite, de uma estrutura que funciona na base do amigos e familiares, onde só é quando se conhece alguém. “Eu sou filho do fulano”, “amigo do ciclano”, “você sabe com quem está falando?”, são tantas corrupções que até parece aos olhos dos trambiqueiros que o vale a pena ser desonesto no Brasil.

A ideologia é que temos direito, que temos liberdade, mas ao termos direitos expressos numa bem elaborada constituição, não temos aproximação da mesma, temos direitos, mas não sabemos, assim não podemos reclamar.

A cosmovisão da igreja brasileira

A igreja Brasileira seguiu a tendência comum e se deixou influenciar. É interessante perceber que as igrejas que se firmaram em princípios de igrejas europeias, carregam uma postura de governo, estrutura e administração distintos das igrejas neopentecostais brasileiras, que na sua maioria já nasceram fruto separações dentro de igrejas europeias e americanas, que geraram outras e outras. As novas igrejas são, grande parte, fundadas por homens com grande capacidade de influência, que criam ministérios familiares, com liderança centralizadora, com doutrinas rasas e administração financeira escusa. Agora, os membros das igrejas também carregam uma cultura de ligação frágil com as instituições eclesiásticas, de forma que não se segue uma igreja por uma consciência teológica ou ideológica, mas a igreja que me agrada, que me atende nas minhas necessidades e carências.

A vontade de Deus diante de tal realidade

Deus deseja nos livrar desse lugar de passividade, dessa cosmovisão empobrecida e nos levar à maturidade, uma fé que é fruto de conhecimento, discernimento e participação ativa na transformação da nossa realidade e de todo o contexto ao nosso redor. Vamos caminhar nessa compreensão a partir da Palavra do Senhor.

João 16:7,16,17, 19-23.

O Contexto de João 16 mostra o desafio que Jesus tinha ao trazer o desafio da maturidade para os discípulos, o tempo em que na sua ausência eles seriam perseguidos, caluniados, ameaçados e teriam outro conselheiro, que lhes ensinaria e eles agora teriam não mais que depender da presença física de Jesus, mas seriam, agora, a representação do Cristo na terra e falariam em seu nome.

Jesus está dizendo isto usando uma fala sobre o nascimento da criança, o parto. A dor do parto é angustiante, traumática, mas traz alegria e quando do nascimento, o sofrimento do processo sai de cena e entra a alegria de ter trazido ao mundo uma pessoa, com isto o Senhor nos traz algumas lições:

Ø O processo de maturidade é doloroso, mas seu resultado vale muito a pena;

Ø Que o consolador, o conselheiro é o mesmo Espírito em muitas vozes. Cristo agora em muitos;

Ø Que aquele momento era como a relação uterina, mas quando da morte e ressureição de Cristo, eles passariam pelo desafio de “nascer” pro mundo enquanto os filhos de Deus.

Moisés e Jesus, dois exemplos da relação uterina:

Tanto o momento do deserto com Moisés, quanto o momento com Jesus falam da relação uterina.

Moisés:

No deserto chovia pão, surgia água fresca, ar condicionado e ar quente, de noite a nuvem de fogo protegendo do frio e durante o dia uma nuvem protegendo do calor. No deserto Moisés era a garantia do sucesso ou a possibilidade do fracasso, se pecado ele clamava, se perseguidos ele intercedia, tudo estava nas costas do Moisés, tanto que seu sogro o confronta em Êxodo 18 na sua centralização. Com Moisés o povo se tornou imaturo e murmurador.

A decisão de Deus é matar o povo murmurador e imaturo, matar uma mentalidade escrava e imperialista, passiva e carente. Mas Deus também quis matar uma liderança que promovia e permitia tal situação, se deixando conformar na expectativa do povo.

Jesus:

Jesus entendendo que seu objetivo era formar discípulos maduros, mostra que pra isso era necessário que morresse, pois com Jesus tudo ficava numa certa garantia e dependência, pois se houvesse fome ele multiplicava os pães, se quisessem vinho ela da água o trazia, se em risco de morte, ele ressuscitava, por isso o Pedro com Jesus podia ter a ousadia de cortar a orelha de um soldado. Mas Jesus, sabendo disso, mostrava que tinha um projeto onde o Jesus enquanto indivíduo deveria passar e o Cristo enquanto coletividade do corpo místico, deveria surgir.

O que é a Terra Prometida e a Igreja

Assim, a Terra prometida é o abandono de uma fé contemplativa para a participativa, onde fé é atitude e comportamento. E a igreja fundada com os discípulos deixava de depender de Jesus enquanto percepção individual e surgia a partir do Cristo enquanto manifestação coletiva. Pra chegar nessa realidade caminhamos sentindo a dor do parto, mas é o único caminho da maturidade espiritual.

Pra que está realidade aconteça precisamos:

Em primeiro lugar, matar a mentalidade escrava e a liderança condescendente e matriarcal.

Exemplos: Com a morte de Moisés e o trabalho desenvolvido por Josué, surge uma nova experiência de liderança compartilhada, ativa e cooperativa em Juízes, tanto que Judá faz aliança com Simeão neste sentido. Na liderança da igreja depois da assunção de Cristo, surgem personagens que lideram em diferentes momentos, primeiro Pedro, depois Tiago, depois sai de cena a igreja de Jerusalém e entra em cena a igreja de Antioquia. E agora somos o Cristo em todo o lugar, suas mãos, pés, voz, enfim, seu corpo chega a todo lugar através de nós (Jo. 14:12) por isso obras maiores se fará. Jesus está em toda parte em que está um Cristão.

Em segundo lugar, a experiência de vocação, propósito e responsabilidade em Deus tem que ser para todos e não privilégio do indivíduo.

Exemplos: Moisés falava com Deus, mas o povo não queria se quer ouvir a voz de Deus (Ex. 19:13), queriam que Moisés fosse o intermediário (Ex. 19:19-21) e ele aceitou sem questionamentos. Mas quando essa mentalidade morre, temos a liderança de Josué onde a experiência com Deus é coletiva, em Josué 5, na circuncisão.

Jesus tem uma experiência individual com Espírito Santo (Mt. 3:16), mas fala aos discípulos que desejava que eles vivessem essa experiência enquanto coletividade, corpo (At. 1:8), o que acontece quando ele é assunto aos céus e envia o Espírito Santo sobre toda a carne, no Pentecoste (At. 2:4).

Concluindo:

Precisamos viver a experiência de Romanos 12, a re-novação, voltar ao novo, a mentalidade de Deus que não se conforma com a cosmovisão adoecida em processos históricos. Temos que abandonar o estilo de liderança centralizadora, que promove mais os indivíduos do que o corpo, que tenta suprir a carência do povo e não busca revelar e testemunhar uma verdade inegociável.

Da mesma forma temos que reagir enquanto igreja, deixando a passividade, a carência enquanto motivação de escolhas e fé, assumindo um posicionamento fiel de não aceitar estar a par, nem se esquivar de exercer seu dom e vocação, exigindo dos pastores um compromisso individual com a coletividade do corpo e não um povo servindo as exigências de um líder.

É evidente que esse é um caminho estreito, por isso a passagem por esse caminho gera dor e angústia, mas a alegria que ele proporciona supera a dor, e promove marcas que agora servem como testemunho de que não somos mais escravos, mas agora exercemos a herança como filhos de Deus (Gal. 4).

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Morreu mais um instrumento de doar vida. Stott, obrigado!


“O amor não é egoísta. A essência do amor é abnegação. O mais miserável dos homens pode ocasionalmente demonstrar nobreza de caráter, mas isso resplandecia na vida de Jesus como uma chama cujo brilho é inextinguível” – Cristianismo Básico, Ed. Ultimato, p. 56.
Retirado do Blog de Jucelino Souza.

Viver pra morrer, morrer pra viver, são aparentes contrações, mas no ministério dos seguidores de Jesus são verdades plenas. Como o autor da nossa condição de doarmos a nossa vida em favor dos outros, queremos viver pra dar a vida pelas pessoas e ao morrermos, tanto na nossa disposição sacrificial, quando no dia final de nossas vidas, sabemos que encontraremos a verdadeira e gloriosa vida. J. Stott foi um grande exemplo pra muitas gerações de líderes que tiveram o privilégio de viver nesse mundo durante o tempo do seu ministério.
Espero refletir do seu testemunho.
John Stott 27 de abril de 1921 - 27 de julho de 2011

Rhone Giullian

sábado, 23 de julho de 2011

Contradição: "Quem vê Cara não vê Coração


E aí, o que está acontecendo agora? Ontem os palcos, agora o quê? O que vem depois? Valeu a pena? Viveu?

Rodeada de pessoas, mas solitária. Desenvolvida artisticamente, mas não emocionalmente. Estrela de primeira grandeza, mas pessoa medíocre. Criativa, porém sem forma e vazia. Adorada por muitos, mas adorando seu vazio interior. Fama, dinheiro, sexo, drogas, podendo sem limites, no entanto, incógnita, carente, repugnante, terrena, aprisionada. Parece que algumas caretas de Amy, eram a cara de seu triste coração.
Amy, tristemente contradição, tudo tinha, mas não era, muita personalidade, mas maior confusão de identidade, apresentava uma distinção de tudo o que se via de atual, mas que era tão antigo quanto seu penteado, muito artística, mas pouco artista, pouco respeito pelos seus admiradores.
Foi aplaudida e vaiada, pra muitos viveu intensamente, pra mim, tanto o viver como o morrer são muito importantes. Tem gente que vive morrendo e outros que morrem vivendo, pra você, o que fez Amy?
Bem, seja lá onde ela estiver, espero que a sua vida e morte lhe sirva pra alguma coisa, que seu sucesso e glamour a leve a algum lugar, bem agora é que se vê a contradição, na morte, todos querem continuar uma vida sobrenaturalmente especial do outro lado.
Amy, seu nome foi marcado na história dos vivos, espero que isso sirva pra alguma coisa agora.
Eu fico com uma aparente contraditória mensagem do Cristo: "Aquele que perder a sua vida por amor de mim viverá."

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cisne Negro e a negação dos negativos

O espetáculo do reconhecimento do nosso sucesso, vindo diretamente da fonte mais jactanciosa, o nosso esforço. Nada é mais orgasmático do que sermos o centro do espetáculo, aplaudidos de pé por nossa própria convicção que fizemos, e de que fizemos o melhor. Com “sangue nos olhos” perseguindo através da sujeição absoluta do tempo e da dor a nossa condição de protagonista, vamos fazendo das pessoas o meio, a ponte pra que o destaque seja o eu. 

Quantas vezes a mentira da nossa falsa humildade, da santidade hipócrita, e postura perversamente asceta, tenta enganar os outros e a nos mesmos, nos fazendo doentes carregando uma antítese daquilo que acreditamos ser a nossa identidade, se nos julgamos bons, lutamos pra esconder o mal latente que insiste em dar as caras, se nos vemos superiores, nos gastamos na tentativa laborosa de fazer com que as pessoas acreditem nisso. É como se na nossa tentativa forçada de sermos bons, não a alçamos a perfeição sem a esperteza e sedução da sagacidade e sensualidade, já que essas características, na verdade, são as motivadoras da nossa necessidade de mostrar algo que na verdade não somos.

A vida é uma dança com a verdade, que se nos esforçarmos pra vive-la com toda a dedicação e perfeccionismo, se não a encaramos nas suas vicissitudes, contradições, caos e tragédias, seremos um vulcão em constante ameaça de erupção. Somos o perfeito à medida que reconhecemos os polos de pureza e impureza, a luta entre o querer fazer o bem e o não conseguir, mas somos psicopatas e paranóicos quando nos julgamos auto-suficientes, narcisicamente isolados na angústia de não sermos percebidos nas nossas fragilidades.

O que de maior influência no impõe a busca pela perfeição é a forma em que subjetivamos as cobranças e expectativas sociais, dos pais, professores, amigos a amores, tentamos nos adequar àquilo que julgamos ser o que eles esperam de nós, ou mesmo àquilo que eles realmente esperam de nós, quantos pais se realizam nos filhos que conseguiram aquilo que o eles não alcançaram, amigos que se engrandecem na condição de apresentar o amigo vencedor, os namorados que se elevam na sua auto-estima a medida que mostram a todos o mais belo, rico ou bem sucedido companheiro, enfim uma armadilha que caímos na insegurança da nossa identidade.

A solução é assumirmos as nossas “penas negras”, não tenta-las esconder, mas expô-las e conscientemente vencê-las à medida que deixamos de temer o abandono e o desprezo, na busca por não sermos algo é nesse algo que vamos nos encaixar, então não lutaremos para não sermos, mas seremos tudo aquilo que temos em nós a condição de ser. Precisamos não tentar matar o cisne negro, mas sim viver intensamente o que podemos ser aceitando que não seremos perfeitos por não errarmos, mas nos aperfeiçoamos em reconhecermos nossas fraquezas e promovermos mais e mais nossas possibilidades e qualidades.
Fernando Pessoa diz no poema em linha reta:
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.  ... ...
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... 


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? ... ...

Me ponho como o Apóstolo Paulo em Romanos 7: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!

Cristo o perfeito que se fez homem, o homem que santo assumiu o pecado do mundo, que se permitiu matar exposto nú na maldita morte, a cruz, aquele que não temeu revelar as marcas e dores do processo doloroso que viveu, que se angustiou e pediu ajuda aos seus discípulos, que se relacionou com aqueles que manchariam sua reputação e os influenciou maravilhosamente, aquele que se santificou e purificou quando assumiu o pecado e a sujeira de todos nós, que viveu quando não teve medo de morrer.

O filme Cisne Negro é uma ficção altamente promotora de reflexões por partes dos psicanalistas e filósofos, mas eu quero aqui fazer as minhas, sem me referendar a nenhuma proposta científica ou epistemológica, mas a do homem que pensa e faz sua crítica social a partir da sua reflexão carregada de conceitos e valores pessoais, sem a preocupação de se fazer acreditado.
Rhone Giullian Psicólogo Cristão.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CBF, Futebol, Brasileiro e Igreja: Diferente semelhança.



Estamos comemorando ou chorando? Tivemos o melhor jogo da seleção desde a copa de 2010, mas fomos ridiculamente desclassificados, e sorrisos argentinos pra todo lado, tipo quem ri por último ri melhor nos remonta ao passado inglório recente. Temos também o melhor momento da igreja em termos de tamanho e um ridículo testemunho moral na nação brasileira. Apesar de diferentes, essas instituições, igreja brasileira e seleção brasileira tem lá suas semelhanças, então vejamos algumas:
O pessoal tá falando que os jovens Ganso e Neymar não jogaram o que poderiam, que vão amadurecer. Questão é que muitos diziam que esses dois seriam a solução pro Brasil na Copa de 2010.
- O Brasil prioriza o talento e não o preparo e promove na mesma medida que destrói.
A igreja às vezes age de igual forma, valoriza e põe grandes expectativas nos talentos e nas capacidades, mas não enxerga nenhum processo em volta e se esse talento falhar, o abandonamos e o diabolizamos.
O público está também dizendo que o problema é que não damos continuidade aos processos e que promovemos um retrocessos nos projetos que estão sendo desenvolvidos, temos que dar mais chances e corrigir os erros, na palavra do próprio mano menezes não podemos desconsiderar tudo com se tudo estivesse errado. Que pena que o último técnico, que teve sucesso em todas as três competições antes da copa (Campeão da Copa América, da Copa das confederações e primeiro nas eliminatórias pra Copa do mundo), não tenha tido a oportunidade de corrigir os erros.
- A seleção brasileira sempre encontra alguém pra crucificar e não constitui projetos a longo prazo.
A igreja algumas vezes reage da mesma forma, quando surge algo novo, que parece que vai certo, abandona todo o resto, e se o novo não funcionar parte-se em busca de algo que pareça que vai funcionar.
O Ricardo Teixeira é o dono da Seleção Brasileira. Então, se a seleção é dele, ele faz o que quer, e quem lhe agrada faz sucesso, mas quem discordar dele, nunca mais terá chances. Ele decide aquilo que lhe traz benefícios pessoais.
- A seleção tem dono e cartilha do dono e este não pode ser questionado.
Muitas igrejas funcionam assim, o dono manda, quem quiser ficar dentro da igreja que aceite, quem puxar saco, apoiar, concordar, aceitar cresce, quem pensa diferente que procure sua turma em outro lugar, até a teologia e as pregações são pra justificar e perpetuar a dominação.
O povo sempre acusa os jogadores de vaidosos, marqueteiros, preocupados consigo mesmo, mas são os primeiros a incentivar com assédio idólatra, investindo muito dinheiro nos produtos e notícias e cobrando a exposição dos jogadores. Quando um técnico busca privacidade é criticado, se expõe é vaidoso.
- O povo precisa de aparência, mas não sabe lidar com a responsabilidade e privacidade.
A igreja também às vezes tem suas vítimas, os super’s pastores, tem que ter aparência de santidade, de humildade, mas se for muito discreto não é ninguém, e se não tiver sucesso aparente, tá descartado.
Dizem que no Brasil, se a seleção ganha a Copa do Mundo os políticos podem aprontar que ninguém presta atenção.
- O povo brasileiro sendo bem entretido e beneficiado, o resto não interessa.
A igreja quer alguém que lhes satisfaça as expectativas individuais através dos dons e habilidades, se isso significar fingir de cego e surdo pra outras coisas, tudo bem.
Bem, acho que precisamos amadurecer, acabando com a existência de um dono com poderes absolutos, da valorização dos resultados independente da qualidade dos processos, da busca dos interesses pessoais em detrimento dos coletivos, dos abandonos e substituições sem uma avaliação plena do que já existe, das valorizações da aparência e não do fundamento e da intromissão curiosa promotora da necessidade de produção de uma imagem que supra as expectativas do povo. Isso serve pro povo, pra seleção e para as igrejas.
Por Rhone Giullian

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Gleisi Hoffmann, direito das mulheres



A Casa Civil volta a ter uma ministra, a antecessora, agora presidente, escolheu uma aparente antítese. Ao contrário da Dilma, Gleisi Hoffmann é casada e mãe. Mulher religiosa, católica, que assume a luta junto ao Executivo Federal, mas que vem de um discurso e uma luta a favor dos direitos das mulheres.

O que me impressiona até aqui, é que Gleisi enxerga a mulher como um todo. Ela não faz uma luta por espaço de direitos iguais, mas de direitos específicos pra um gênero que carrega suas vicissitudes. Não busca tratar como igual o que é diferente.

Sempre discuti com mulheres em diversos ambientes sobre minha dificuldade de aceitar o feminismo, principalmente na sua segunda fase, onde as mulheres começaram a luta por direitos iguais, pois o fruto disso é uma série de doenças emocionais e uma geração de gente frustrada por não ter podido viver algumas experiências como a de esposa e mãe. É extremamente lícita a luta pelo respeito, por não ser discriminada ou inferiorizada e, claro como o dia, algumas coisas não podem ser diferenciadas, afinal, homem e mulher são o humano, iguais em importância e relevância.

Porém, as mulheres lutaram por um espaço num mundo de cosmovisão masculina e é claro estão se encaixando, não sem sofrimento e privação. A mulher naturalmente foi ficando com responsabilidades familiares, afinal, na história, sexo e gravidez gozavam de íntima parceria, de forma que fisicamente a mulher não vivia o ambiente da provisão através da caça ou agricultura. Nesse sentido, o tempo atual propõe uma revolução feminina, impulsionada desde a invenção de condições anticoncepcionais, o que promove oportunidades de trabalho e realizações diferentes daquelas as quais a mulher tinha.

O problema de encaixe fez uma distinção entre dois tipos mais expressos do feminino, aquelas que querem se realizar dentro de uma proposta familiar e aquelas que querem se formar dentro do mercado de trabalho. Fato é que essas condições se opõem por serem vivenciadas e possibilitadas num universo ainda masculinizado. Então, creio que a luta da mulher deve ser voltada por direitos da mulher. Que tal se o governo criasse uma lei de incentivo pra que empresas oferecessem vagas de meio período pra mulher que quisessem dedicar um tempo maior à maternidade, ou se as empresas fossem melhor incentivadas pra oferecerem uma licença maternidade mais extensa.

Sabemos que o mercado é extremamente explorador, e as mulheres são alvo dessa atitude do mercado e das empresas, assim, os incentivos governamentais seriam um impulso de possibilidades.

Creio que muitas outras ideias poderiam ser colocadas, mas meu papel aqui é abrir um espaço de reflexão. A mulher precisa sim de um espaço, mas um espaço que respeite suas especificidades. As mulheres têm sua formação subjetiva na histórica e com influências culturais, porém não podemos negar suas diferenças naturais. Então, vamos lutar pelos direitos sim, mas não os direitos iguais, mas pelos direitos da mulher, de forma que a mulher escolha se realizar em família ou na profissão, e se desejar, nas duas coisas.

Por Rhone Giullian Me siga no blog: rhonepsico.blogspot.com e-mail: rhonepsico@hotmail.com

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Preconceito Linguístico? Cê besta sô!

Gente, eu não sou um craque da língua portuguesa, defeito tanto meu quanto de anos de escolas brasileiras e professores mal instrumentados, mas consigo me comunicar e aprendi a pensar e a me comunicar com um mínimo de clareza e objetividade.


Essa onda de lançar livros com a intenção de tirar o preconceito linguístico ensinando que “é certo falar diferente do correto na língua culta” é uma decisão muito séria e deve ser discutida mais intensamente na sociedade de forma geral. Se nos aprofundarmos muito nessa ideia vamos chegar logo na ideologia pós-modernista de que não se encontram mais verdades e sim interpretações. Cada um tem sua verdade e deve ser respeitado nela.


Gente, o conhecimento como cultura passada de geração em geração é muito importante e deve ser cultivado sim, a cultura social e sua diversidade de comunicação e expressão são um tesouro que dão sentido e significado à existência de um povo. Mas a identidade linguística e científica também deve ser respeitada e desenvolvida. O conhecimento informal é muito importante, mas o conhecimento no seu aspecto mais científico, cheio de princípios e compreensões, estudadas e questionadas secularmente, não pode ser tão desprezado a ponto de que qualquer Zé Mané apareça com a ideia de que nas instituições educacionais devamos ensinar que o diferente é tão correto quanto o científico.


Gente, ter preconceito é não aceitar, e, verdade seja dita, se aceita o linguajar cultural em todos os lugares, mas na escola é lugar de se ensinar a pensar a construção das ideias científicas e saber falar o que é a identidade de um povo, sua língua. A comunicação perpassa e ultrapassa todos os ambientes, processos, relacionamentos e ter uma identificação clara do que é certo é fundamental e traz consciência da identidade.


Toda a capacidade de pensamento está ligada à linguagem, e esta será a base de todo conhecimento científico e formal, por isso deve ser a primeira a ser instrumento de pesquisa. Todos sabemos que a linguagem é dinâmica, ela muda, se transforma na sua relação histórica, porém, sempre haverá o português correto e o português falado de outra forma, e é esse, o correto e científico, o que deve ser ensinado na escola, as outras formas, a população em geral se incube de ensinar.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que querem os Gays com a escola? (Sobre o kit gay)



Escola é lugar de relação profunda e crítica com o conhecimento formal e científico em todos os aspectos e dimensões do homem, claro que sexualidade passa a ser um assunto multidisciplinar, já que se encontra de matemática à biologia na sua compreensão. A escola é sim lugar pra todos os assuntos, mas quando a escola pretende ensinar sobre assuntos polêmicos como sexualidade, religião, entre outros, ela tem que avaliar muito bem sua atividade.

A escola talvez seja a maior formadora de opiniões de uma sociedade e isso traz uma carga de responsabilidade muito grande. Eu como educador sexual de crianças e adolescentes experimentei uma práxis educativa que respeitava o nível de necessidade e curiosidade da criança e ainda ajudava a mesma a pensar ativamente sobre a sexualidade. Meu desafio foi sempre o de não impor uma moral ou de reger as escolhas sexuais, porém promover um ambiente seguro de colocação de ideias e debates, assim a cada série e idade as necessidades e questionamentos iam se aprofundando e as discussões se aprofundando em conteúdos.

O MEC prepara um material para lidar com o preconceito homofóbico, chamado pelos leigos de Kit Gay. Este material foi produzido por um preço extremamente alto e hoje está sendo bombardeado por instituições sociais e até por homossexuais que creem que a resposta social será oposta ao desejado pelo MEC.

A verdade é que esse material é fruto de um trabalho produzido por organizações homossexuais. Os homossexuais, bissexuais, travestis, transexuais, e simpatizantes hoje formam um mercado político e econômico muito forte no Brasil e estão influenciando muito a sociedade brasileira. O preocupante de tudo isso é que em nome da defesa de seus direitos, essas pessoas estão tentando empurrar pela garganta das pessoas a aceitação de suas expressões sexuais.

Agora, o alvo é a educação, querem mostrar a relação homoafetiva e não aceitam críticas ou questionamentos. Querem ser aceitos e nunca questionados, compreendidos e não estudados, mostrados e não censurados. Poxa, é esse tipo de postura que vai determinar nossa educação agora?

O Kit Gay é psicologicamente, educativamente e socialmente uma agressão. O respeito às escolhas sexuais deve ser ensinado sim, mas isso respeitando toda uma complexidade educativa que não está sendo considerada.

Enquanto isso, nossos filhos ficam sem investimento em pesquisa e desenvolvimento educativo que gere um processo ensino-aprendizagem mais otimizado.

Parece que estamos caminhando pra uma nova ditadura do pensamento, a ditadura Gay.

terça-feira, 10 de maio de 2011

União estável e casamento um direito dos homossexuais ou não?



A justiça e a santidade são aspectos únicos pra Deus, porém, a fé nem sempre vai decidir e orientar as leis do mundo. O que não podemos é esquecer que nem as leis de Deus são todas absolutas em regras, mas são plenas enquanto princípios. O princípio do amor é à base de todas as leis de Deus. Porém, as leis do mundo são regidas por valores históricos e culturais que agradem a classe dominante e os formadores de opiniões. A luta dos da fé não deve ser a de obrigar por lei que a sociedade se comporte de acordo com as ideias religiosas, mas a de ter a liberdade de expressar sua fé e crença, desde que esta não gere agressões físicas e gere qualquer tipo de violência.

Nesse sentido, é da sociedade o direito de defender que um homossexual que viva com seu companheiro receba dos direitos de sua decisão e partilhe de tudo o que na sua relação compartilhou e dividiu após a morte de um dos companheiros. Porém, é direito que uma fé milenar como o Cristianismo, que sobreviveu em meio a muitos tipos de expressões homoafetivas na sua história, poder expressar e pregar a sua consciência e entendimento da verdade, sem promover a guerra e a violência, mas declarando o que acredita como verdade e não sendo obrigada a abrir mão de convicções.

Graças a Deus, a liberdade de culto e consciência é deixada em nossa constituição, o casamento é considerado como a união de um homem e uma mulher, porém, além de tudo o casamento é uma instituição considerada e influenciada pela fé cristã e deve permanecer assim. Qualquer outra união que for feita e aceita pela lei, deve conter outro nome e não deve de maneira nenhuma ser empurrada garganta abaixo de nenhuma instituição religiosa. Mesmo que leis novas permitam outros tipos de relação e contratos afetivos entre pessoas, as religiões que creem na relação de casamento entre homem e mulher, devem ter o direito de defender tal instituição e não de obrigar toda a sociedade a cumpri-la, mas também não sofrer nenhuma imposição social de lei sobre seus fundamentos de fé.

Por isso, que seja considerada democrática a lutas dos homossexuais, mas que não se crie nenhuma ditadura gay. E que a igreja de Jesus Cristo, que ama todos, inclusive os gays, lute por abençoa-los com sua oração e pregação, porém não necessariamente concordando em tudo, nem com as relações homoafetivas, nem com traições, nem com poligamia ou qualquer relação contrária àquilo que são fundamentos de fé.

Se alguns homossexuais querem abrir um igreja e chama-la de Cristã, eles que usem de sua liberdade constitucional e prestem contas a Deus que a de julgar vivos e mortos no seu grande dia.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Religiosidade, o habito inconsciente



Colocarmos o conceito das ideias que trabalhamos é muito importante pra situarmos os leitores e ouvintes de nossas conversas. Nesse sentido, quero falar de Religiosidade como práticas repetidas sem consciência plena dos motivos. Talvez a estorinha da mãe que cortava a cabeça e o rabo do peixe e ao ser questionada sobre a prática por sua filha diz, “é porque minha mãe fazia assim”, a filha mais que depressa vai até a avó e lhe faz a mesma pergunta e recebe a seguinte resposta: “ó minha filha, é porque quando eu era jovem e muito pobre, minha frigideira não comportava o peixe inteiro”.

Talvez a identificação maior que temos dos religiosos seja a vestimenta, o hábito. Este termo é extremamente esclarecedor porque fala tanto de uma roupa, que é algo exterior, como também de uma prática repetida. Então a religiosidade nos remonta a práxis históricas e culturais que vão nos orientar num relacionamento com a deidade. Essas atividades vão se instalando na cultura religiosa e vão sendo transmitidas às próximas gerações e não serão tão questionadas ou renovadas, mais repetidas sem uma consciência plena dos motivos.

Ao observar os cultos, as cerimônias, as comunicações vamos vendo que, sem generalizar, as práticas religiosas remontam épocas antigas, algumas até medievais. Pra uma nova geração, uma sociedade modernizada, cibernética e secularizada a religião sofre uma crise de sentido e relevância, isto já é realidade na Europa e parece que brevemente será realidade no Brasil. Mesmo que o Brasil ainda é um país muito religioso, a população sofre um esfriamento de um envolvimento comprometido, passando a serem ouvintes distantes.

A religião surge de duas formas, a primeira como prática cultural e a segunda como experiência pessoal. Tanto uma como a outra podem ser ou não destituídas de um processo de fortalecimento da consciência e de uma compreensão crítica, onde a pessoa age a partir de uma motivação intrínseca provinda de um entendimento e reflexão sobre a existência e identidade da deidade e consequentemente da forma com que vai se relacionar com ela.

Alguns pensadores vão se colocar contrários a ideia da existência de uma religiosidade consciente, mas isso não pode ser considerado uma regra absoluta. Com certeza existem questões inconscientes que influenciam grande parte das pessoas religiosas, mas isso não pode ser nem de longe generalizado. Quantas revoluções e transformações de pessoas que desenvolveram uma consciência da identidade divina e da relação religiosa de forma a sentirem o desafio de luta por causas extremamente nobres e influenciar o pensamento social em sua contemporaneidade.

Então a religião não é em si o mau, mas mau é sua significação cultural que tomou. A religião conceituada enquanto relação próxima e transformadora com o amor de Deus é algo extremamente atual e relevante. Então as práticas e vivências religiosas enquanto inspiração e apontamentos sem que seja regra absoluta ou santificada, pode levar as pessoas a um relacionamento mais consciente e livre com Deus. Porém, quando queremos determinar as formas e os meios para enquadrar as pessoas nos modelos pré-estabelecidos e convencionados, estamos formando pessoas que vão repetir as práticas, mas como repetidoras massificadas não promoverão transformações e desenvolvimento social e religioso.

O líder religioso que queira permanecer no tempo como voz e inspiração, reconhecido na sua relevância, deve compreender seus motivos e relacionamento com Deus em primeiro lugar, e então buscar uma compreensão profunda da sua realidade social, dos desafios contemporâneos de ética e justiça, só assim o conhecimento e identidades desenvolvidos na relação com Deus vai lhe instrumentalizar a trazer respostas coerentes e estabelecer um ambiente religioso promotor da saúde integral de seguidores. É nesta perspectiva que acredito na religião cristã como via de acesso de transformação social, lembrando aqui grandes nomes como Martin Luther King, Madre Tereza de Calcutá, João Calvino, entre os milhares de cristão que influenciaram e transformaram o meio em que viviam.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O PRÍNCIPE, a plebéia e A FANTASIA


Alvo da projeção das massas, o casamento real de real só a fantasia.


Quem acordou às 06 da manhã pra ver um espetáculo que de tão antigo se torna novo, se surpreendeu com o misto de simplicidade e exuberância do casamento do neto da Rainha Elizabeth. Exuberância pelas roupas lindas e caras, orquestra e os cavaleiros reais e as festas caríssimas, porém simples na objetividade de palavras simples e participações necessárias no decorrer da cerimônia que não demorou mais do que certos casamentos inventados por muitos plebeus com carência de estrela.

Um evento assim leva muita gente a se projetar no poderoso rapaz que tem um grande poder sem muito esforço de conquista e uma moça que é alvo de admiração e inveja das mais poderosas mulheres do mundo. Gente que não precisa trabalhar, ganha pra aparecer e representar a nação. "Funcionários públicos", no sentido de receberem do estado, pra justamente terem pompa, glamour e nariz empinado. Um casamento que se aparentemente for bem, todos se sentem um pouco representados pela sugerida pureza e compromisso, sublima-se os seus desejos e expurga-se os seus pecados ao olhar pro casamento deles.

Alguns dizem que não há nenhum problema nisso, que uma ligação histórica é importante pra identidade da nação e que os ganhos que uma monarquia que não interfere na democracia, traz mais admiração e respeito popular do que problemas políticos.

O problema maior talvez esteja aqui no Brasil, estamos indignados com os políticos que ganham pra não fazer nada, que não dão um exemplo familiar, que supostamente roubam ou fazem leis e projetos econômicos péssimos, porém na cerimônia de posse da governanta eleita pela situação, admiramos a separada e nada feminina presidenta, a mulher com idade de neta do vice, esquecemos os juros, a inflação, a gasolina e agora o Delúbio. Nada melhor que um grande evento pra memória se perder.

Para os políticos britânicos, esse casamento veio muito a calhar, num momento de crise como o que estão vivenciando ninguém vai deixar de falar do vestido a lá Grace Kelly pra falar dos cortes de gastos nos benefícios públicos, né?

É, passa-se o tempo, os reis, imperadores e governantes continuam ganhando com a velha estratégia: faça espetáculo para as massas e elas vão te amar. Parece que este casamento carrega não só a fantasia dos contos de fadas, mas também nos leva pra o mundo ideológico da fantasia e alienação, ou não. Só espero e desejo que sejam felizes como casal real, no sentido do verdadeiro e não sejam apenas aparência de realeza como o TRÁGICO casal Diana e Charles.

Rhone Giullian, o homem que não tem reino, mas tem uma princesa, te amo Rhariê.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Igreja deve preencher todos os espaços

O desafio do Senhor não é estar em todos os lugares enquanto o onipresente, mas é estar enquanto o Cristo. Talvez você esteja pensando no Jesus que agora foi morto, se tornando o Cristo de Deus, e agora, elevado às alturas poderá estar em todos os lugares. Absolutamente, não é assim que o Cristo tomará todos os espaços.

Paulo na carta aos Efésios fala de forma muito profunda e organizada da igreja, colocando todo o projeto da graça e da salvação com o alvo de constituir o corpo do Cristo. Cristo a partir de sua obra se tornou cabeça de um corpo, que é forte por seus vínculos, pelas juntas e ligaduras, que tem uma consciência da Graça recebida e através da fé entende o fruto dessa graça, boas obras, e agora encara o desafio de manifestar uma nova consciência.

Porém o desafio pra o corpo de Cristo é perceber a grandeza de sua missão. O ide de Mateus 28 parece-nos uma mensagem bem evangelizadora, mas a entendemos só no nível da pregação, porém em Efésios poderemos entender melhor que o desafio da grande comissão é impregnar no tempo e em todos os espaços o Reino de Deus.

Efésios 1:22...

Deus colocou todas as coisas debaixo de seus pés e o designou como cabeça de todas as coisas para a igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que enche todas as coisas, em toda e qualquer circunstância.

Paulo está dizendo que o todo poder e autoridade foi entregue à Cristo e este foi dado como cabeça à igreja para que esta que é seu corpo, cheio da sua plenitude, possa entrar em todos os espaços, ambientes, lugares, entendidos estes em qualquer circunstância, histórica ou cultural.

Aqui temos um desafio de comunicação vivencial, não só de palavras. A igreja santa, onde entra transforma, mas para entrar em todos os espaços em toda e qualquer circunstância, precisa vencer alguma limitações.

Paulo resolve esse problema mais adiante:

Efésios 3:10

“...mediante a igreja, a multiforme sabedoria de Deus se tornasse conhecida...”

É somente através da multiforme sabedoria de Deus que a igreja pode comunicar o Reino de Deus. É fugindo do óbvio, do tradicional, ultrapassando a cultura evangelical que a igreja pode invadir todos os espaços.

Deus capacitou sua igreja com espírito de sabedoria e revelação (1:16) e vocacionou como apostólica, no sentido de levar o novo para lugares novos, como profética, no sentido de apontar as direções e discernir caminhos para esse novo, como evangelística, no sentido de publicadora e divulgadora sobrenatural do novo, além de instrutora e liderança como ensino e pastoreio (4:10-13), com o fim de chegarmos a maturidade a medida da plenitude de Cristo. Você consegue imaginar a grandeza ou a medida da plenitude? A plenitude é o todo, por isso levemos “o evangelho todo pra o homem todo”.

Vivemos o tempo em que os espaços foram fechados para a igreja, por isso a multiforme sabedoria dos cristãos deve recoloca-los e reintroduzi-los nos lugares certos com a consciência transformadora, de modo que o evangelho do Reino tome toda a Terra com a Glória do Senhor.

A igreja é você, e em qual espaço e sob qual circunstância o Senhor pode te usar pra implantar o seu Reino? Abra sua mente e nunca mais diga que existe alguma coisa ou lugar que Deus não possa entrar.

Abraço!

Rhone Giullian

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Igreja visível e invisível

O visível é aquilo que pode ser compreendido pelos sentidos. Tato, olfato, paladar, visão e audição. O contado com o visível é apreendido e interpretado pela rede de significações e sentidos humanos, o que faz com que a partir da experiência com o visível tenhamos uma nova experiência subjetiva que nos faz compreender de determinada forma o que os nossos sentidos captam. Então o sentido real das coisas é um absoluto que não compreendemos plenamente, mas vamos nos aproximando cada vez mais do conhecimento pleno a partir de contatos e reflexões constantes.

Esse processo de elaboração subjetiva é que da forma a nossa compreensão do visível, de forma que é invisível a amplitude da compreensão, é invisível a interpretação, mas tudo isso volta a ser visível através da manifestação comportamental de nossa atitude fruto da reflexão produzida.

A igreja brasileira como produto visível de nossa história é discreta e às vezes omissa no decorrer do tempo. Isso se faz verdade porque é discreta e omissa em refletir, em discutir, em questionar, em propor caminhos criativos e transformadores. É discreta e omissa por que não pensa. É expressão passiva da cultura colonial brasileira que valoriza a aristocracia, o poder percebido como imperial, que não pode, a seu ver, ser questionado.

Precisamos compreender a igreja invisível, num processo onde o contraditório não seja evitado, onde a verdade seja absoluta, mas que não a conhecendo no seu absoluto, se aproxima e amplia o olhar, reconhecendo que conhecemos em parte, mas buscamos conhecer assim como é.

Abstrair o multideterminado, complexo e dinâmico movimento do saber, que toma corpo e sentido à medida que encontra uma base, que lhe permite acomodar e se reorganizar como conhecimento estruturado, não em rígidas estruturas, mas em firmes convicções. Certezas que se transformam qualitativamente no desempenho contínuo do diálogo pra ser mais verdade, sem se desfazer na sua identidade, mas que acompanhe as evoluções históricas e continue compreensível. Transformar a igreja subjetiva e expressá-la de forma a ser relevante pra esse tempo.

A igreja invisível pode ser a mais revolucionária, ou a mais antiquada, isso depende da nossa disposição de pensar. A igreja invisível tem que se aproximar da igreja espiritual revelada pelo Espírito Santo, que é dinâmico como o vento sem perder a sua essência. Só assim a igreja real será verdadeira. Que Deus nos guie até ela.

Rhone Giullian

Homossexualidade, identidade e fé.

O assunto da homossexualidade tem sido muito discutido nos últimos dias, principalmente por que é promovido por movimentos muito organizados de defesa do agora chamado terceiro sexo. Mesmo existindo muitos movimentos que não aceitam o destaque da defesa da manifestação aberta do homossexualismo, este tem encontrado muito apoio na mídia, que pode vir de muitas causas que não temos conhecimento pleno pra afirmarmos.

Hoje até escrever qualquer coisa que não seja um apoio explícito da homossexualidade é muito difícil, tem gente até falando sobre uma possível ditadura gay. Bem, nesse sentido perguntamos: nós estamos evoluindo na discussão, ou involuindo? A igreja tem tido uma posição clara e contribuinte do processo de reflexão ou tem tido um posicionamento radical sem fundamento? Nós temos que nos manifestar de alguma forma como gente que pensa os conceitos cristãos ou nos calar diante da pressão que vem de fora?

Quero falar aqui algumas pequenas informações:


1- Antes os psicólogos e psicanalistas viam a homossexualidade como algum tipo de falha no processo elaboração da identidade sexual.

2- Hoje muitos psicólogos têm apoiado a homossexualidade, mas é sabido também que existe certa censura de qualquer posicionamento diferente.

3- Existe um debate que não foi resolvido até hoje, a homossexualidade é inata ou o resultado de uma construção psicológica relacional.

4- Como se avalia a igreja que se posiciona na afirmação de que a prática sexual entre pessoas de mesmo sexo é contrária à vontade do Deus bíblico a dois milênios.

5- A homossexualidade como fenômeno social é algo dos séculos recentes ou é uma expressão comum de todos os tempos.

6- A identidade como é entendida na sua elaboração relacional e em constante transformação, onde alguns autores chegam a dizer que o homem se humaniza no processo de relacional com a cultura, será que se pode falar em homossexualidade inata?

7- Será que não seria melhor conscientizarmos de que a escolha sexual deve ser consciente diante da profunda compreensão de suas determinações e influências.

8- Devemos impedir e forçar as pessoas a não discutirem nos âmbitos religiosos suas reflexões e críticas em relação a qualquer manifestação sexual, como a virgindade antes do casamento, a fidelidade, o planejamento de quantos filhos ter, a revolta diante da pedofilia etc.

9- Um grupo organizado que não apoia uma escolha e se posiciona dentro da lei de forma a questionar deve ser calado.

10- Os homossexuais podem intervir na atividade religiosa impondo crenças e não permitindo o contraditório?

Eu particularmente como fiel não precisaria de nenhuma discussão sobre o que pra Bíblia já é resolvido. Mas como a fé bíblica é resultado do conhecimento, quero cada dia mais pensar e compreender a vida em todos os seus âmbitos. Respeito as pessoas e as veja pra além de suas expressões sexuais, porém tenho uma consciência pessoal e não acredito em nada que impeça a manifestação de pensamento. Por isso respeito as marchas e desfiles gays na suas manifestações, mas também todo posicionamento que, como eu, diz que a homossexualidade é pecado.