sexta-feira, 27 de maio de 2011

Preconceito Linguístico? Cê besta sô!

Gente, eu não sou um craque da língua portuguesa, defeito tanto meu quanto de anos de escolas brasileiras e professores mal instrumentados, mas consigo me comunicar e aprendi a pensar e a me comunicar com um mínimo de clareza e objetividade.


Essa onda de lançar livros com a intenção de tirar o preconceito linguístico ensinando que “é certo falar diferente do correto na língua culta” é uma decisão muito séria e deve ser discutida mais intensamente na sociedade de forma geral. Se nos aprofundarmos muito nessa ideia vamos chegar logo na ideologia pós-modernista de que não se encontram mais verdades e sim interpretações. Cada um tem sua verdade e deve ser respeitado nela.


Gente, o conhecimento como cultura passada de geração em geração é muito importante e deve ser cultivado sim, a cultura social e sua diversidade de comunicação e expressão são um tesouro que dão sentido e significado à existência de um povo. Mas a identidade linguística e científica também deve ser respeitada e desenvolvida. O conhecimento informal é muito importante, mas o conhecimento no seu aspecto mais científico, cheio de princípios e compreensões, estudadas e questionadas secularmente, não pode ser tão desprezado a ponto de que qualquer Zé Mané apareça com a ideia de que nas instituições educacionais devamos ensinar que o diferente é tão correto quanto o científico.


Gente, ter preconceito é não aceitar, e, verdade seja dita, se aceita o linguajar cultural em todos os lugares, mas na escola é lugar de se ensinar a pensar a construção das ideias científicas e saber falar o que é a identidade de um povo, sua língua. A comunicação perpassa e ultrapassa todos os ambientes, processos, relacionamentos e ter uma identificação clara do que é certo é fundamental e traz consciência da identidade.


Toda a capacidade de pensamento está ligada à linguagem, e esta será a base de todo conhecimento científico e formal, por isso deve ser a primeira a ser instrumento de pesquisa. Todos sabemos que a linguagem é dinâmica, ela muda, se transforma na sua relação histórica, porém, sempre haverá o português correto e o português falado de outra forma, e é esse, o correto e científico, o que deve ser ensinado na escola, as outras formas, a população em geral se incube de ensinar.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

O que querem os Gays com a escola? (Sobre o kit gay)



Escola é lugar de relação profunda e crítica com o conhecimento formal e científico em todos os aspectos e dimensões do homem, claro que sexualidade passa a ser um assunto multidisciplinar, já que se encontra de matemática à biologia na sua compreensão. A escola é sim lugar pra todos os assuntos, mas quando a escola pretende ensinar sobre assuntos polêmicos como sexualidade, religião, entre outros, ela tem que avaliar muito bem sua atividade.

A escola talvez seja a maior formadora de opiniões de uma sociedade e isso traz uma carga de responsabilidade muito grande. Eu como educador sexual de crianças e adolescentes experimentei uma práxis educativa que respeitava o nível de necessidade e curiosidade da criança e ainda ajudava a mesma a pensar ativamente sobre a sexualidade. Meu desafio foi sempre o de não impor uma moral ou de reger as escolhas sexuais, porém promover um ambiente seguro de colocação de ideias e debates, assim a cada série e idade as necessidades e questionamentos iam se aprofundando e as discussões se aprofundando em conteúdos.

O MEC prepara um material para lidar com o preconceito homofóbico, chamado pelos leigos de Kit Gay. Este material foi produzido por um preço extremamente alto e hoje está sendo bombardeado por instituições sociais e até por homossexuais que creem que a resposta social será oposta ao desejado pelo MEC.

A verdade é que esse material é fruto de um trabalho produzido por organizações homossexuais. Os homossexuais, bissexuais, travestis, transexuais, e simpatizantes hoje formam um mercado político e econômico muito forte no Brasil e estão influenciando muito a sociedade brasileira. O preocupante de tudo isso é que em nome da defesa de seus direitos, essas pessoas estão tentando empurrar pela garganta das pessoas a aceitação de suas expressões sexuais.

Agora, o alvo é a educação, querem mostrar a relação homoafetiva e não aceitam críticas ou questionamentos. Querem ser aceitos e nunca questionados, compreendidos e não estudados, mostrados e não censurados. Poxa, é esse tipo de postura que vai determinar nossa educação agora?

O Kit Gay é psicologicamente, educativamente e socialmente uma agressão. O respeito às escolhas sexuais deve ser ensinado sim, mas isso respeitando toda uma complexidade educativa que não está sendo considerada.

Enquanto isso, nossos filhos ficam sem investimento em pesquisa e desenvolvimento educativo que gere um processo ensino-aprendizagem mais otimizado.

Parece que estamos caminhando pra uma nova ditadura do pensamento, a ditadura Gay.

terça-feira, 10 de maio de 2011

União estável e casamento um direito dos homossexuais ou não?



A justiça e a santidade são aspectos únicos pra Deus, porém, a fé nem sempre vai decidir e orientar as leis do mundo. O que não podemos é esquecer que nem as leis de Deus são todas absolutas em regras, mas são plenas enquanto princípios. O princípio do amor é à base de todas as leis de Deus. Porém, as leis do mundo são regidas por valores históricos e culturais que agradem a classe dominante e os formadores de opiniões. A luta dos da fé não deve ser a de obrigar por lei que a sociedade se comporte de acordo com as ideias religiosas, mas a de ter a liberdade de expressar sua fé e crença, desde que esta não gere agressões físicas e gere qualquer tipo de violência.

Nesse sentido, é da sociedade o direito de defender que um homossexual que viva com seu companheiro receba dos direitos de sua decisão e partilhe de tudo o que na sua relação compartilhou e dividiu após a morte de um dos companheiros. Porém, é direito que uma fé milenar como o Cristianismo, que sobreviveu em meio a muitos tipos de expressões homoafetivas na sua história, poder expressar e pregar a sua consciência e entendimento da verdade, sem promover a guerra e a violência, mas declarando o que acredita como verdade e não sendo obrigada a abrir mão de convicções.

Graças a Deus, a liberdade de culto e consciência é deixada em nossa constituição, o casamento é considerado como a união de um homem e uma mulher, porém, além de tudo o casamento é uma instituição considerada e influenciada pela fé cristã e deve permanecer assim. Qualquer outra união que for feita e aceita pela lei, deve conter outro nome e não deve de maneira nenhuma ser empurrada garganta abaixo de nenhuma instituição religiosa. Mesmo que leis novas permitam outros tipos de relação e contratos afetivos entre pessoas, as religiões que creem na relação de casamento entre homem e mulher, devem ter o direito de defender tal instituição e não de obrigar toda a sociedade a cumpri-la, mas também não sofrer nenhuma imposição social de lei sobre seus fundamentos de fé.

Por isso, que seja considerada democrática a lutas dos homossexuais, mas que não se crie nenhuma ditadura gay. E que a igreja de Jesus Cristo, que ama todos, inclusive os gays, lute por abençoa-los com sua oração e pregação, porém não necessariamente concordando em tudo, nem com as relações homoafetivas, nem com traições, nem com poligamia ou qualquer relação contrária àquilo que são fundamentos de fé.

Se alguns homossexuais querem abrir um igreja e chama-la de Cristã, eles que usem de sua liberdade constitucional e prestem contas a Deus que a de julgar vivos e mortos no seu grande dia.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Religiosidade, o habito inconsciente



Colocarmos o conceito das ideias que trabalhamos é muito importante pra situarmos os leitores e ouvintes de nossas conversas. Nesse sentido, quero falar de Religiosidade como práticas repetidas sem consciência plena dos motivos. Talvez a estorinha da mãe que cortava a cabeça e o rabo do peixe e ao ser questionada sobre a prática por sua filha diz, “é porque minha mãe fazia assim”, a filha mais que depressa vai até a avó e lhe faz a mesma pergunta e recebe a seguinte resposta: “ó minha filha, é porque quando eu era jovem e muito pobre, minha frigideira não comportava o peixe inteiro”.

Talvez a identificação maior que temos dos religiosos seja a vestimenta, o hábito. Este termo é extremamente esclarecedor porque fala tanto de uma roupa, que é algo exterior, como também de uma prática repetida. Então a religiosidade nos remonta a práxis históricas e culturais que vão nos orientar num relacionamento com a deidade. Essas atividades vão se instalando na cultura religiosa e vão sendo transmitidas às próximas gerações e não serão tão questionadas ou renovadas, mais repetidas sem uma consciência plena dos motivos.

Ao observar os cultos, as cerimônias, as comunicações vamos vendo que, sem generalizar, as práticas religiosas remontam épocas antigas, algumas até medievais. Pra uma nova geração, uma sociedade modernizada, cibernética e secularizada a religião sofre uma crise de sentido e relevância, isto já é realidade na Europa e parece que brevemente será realidade no Brasil. Mesmo que o Brasil ainda é um país muito religioso, a população sofre um esfriamento de um envolvimento comprometido, passando a serem ouvintes distantes.

A religião surge de duas formas, a primeira como prática cultural e a segunda como experiência pessoal. Tanto uma como a outra podem ser ou não destituídas de um processo de fortalecimento da consciência e de uma compreensão crítica, onde a pessoa age a partir de uma motivação intrínseca provinda de um entendimento e reflexão sobre a existência e identidade da deidade e consequentemente da forma com que vai se relacionar com ela.

Alguns pensadores vão se colocar contrários a ideia da existência de uma religiosidade consciente, mas isso não pode ser considerado uma regra absoluta. Com certeza existem questões inconscientes que influenciam grande parte das pessoas religiosas, mas isso não pode ser nem de longe generalizado. Quantas revoluções e transformações de pessoas que desenvolveram uma consciência da identidade divina e da relação religiosa de forma a sentirem o desafio de luta por causas extremamente nobres e influenciar o pensamento social em sua contemporaneidade.

Então a religião não é em si o mau, mas mau é sua significação cultural que tomou. A religião conceituada enquanto relação próxima e transformadora com o amor de Deus é algo extremamente atual e relevante. Então as práticas e vivências religiosas enquanto inspiração e apontamentos sem que seja regra absoluta ou santificada, pode levar as pessoas a um relacionamento mais consciente e livre com Deus. Porém, quando queremos determinar as formas e os meios para enquadrar as pessoas nos modelos pré-estabelecidos e convencionados, estamos formando pessoas que vão repetir as práticas, mas como repetidoras massificadas não promoverão transformações e desenvolvimento social e religioso.

O líder religioso que queira permanecer no tempo como voz e inspiração, reconhecido na sua relevância, deve compreender seus motivos e relacionamento com Deus em primeiro lugar, e então buscar uma compreensão profunda da sua realidade social, dos desafios contemporâneos de ética e justiça, só assim o conhecimento e identidades desenvolvidos na relação com Deus vai lhe instrumentalizar a trazer respostas coerentes e estabelecer um ambiente religioso promotor da saúde integral de seguidores. É nesta perspectiva que acredito na religião cristã como via de acesso de transformação social, lembrando aqui grandes nomes como Martin Luther King, Madre Tereza de Calcutá, João Calvino, entre os milhares de cristão que influenciaram e transformaram o meio em que viviam.