quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

A idéia de aprendiz pra Paulo Coelho

Paulo Coelho - site da Globo dia 11/02/2011

“Certos discípulos vivem me perguntando onde está a verdade”, disse Maal-El. “Então, certo dia, resolvi apontar para uma direção qualquer, tentando mostrar que o importante é percorrer um caminho, e não ficar pensando sobre ele”.
“Ao invés de olhar para a direção que eu apontava, os discípulos começaram a examinar meu dedo, tentando descobrir onde a verdade estava escondida”.
“Quando as pessoas procuram um mestre, deviam estar em busca de experiências que possam ajudá-las a evitar certos obstáculos. Mas, infelizmente, a realidade é outra: estão usando a lei do menor esforço, tentando encontrar respostas para tudo.”
“Quem deseja beneficiar-se do esforço do mestre para poupar suas forças, nunca chegará a lugar nenhum, e acabará por decepcionar-se.”

  • PRIMEIRA QUESTÃO QUE PENSO DIFERENTE DO AUTOR (RESPEITANDO CLARO SUAS IDÉIAS) - Tão importante quanto percorrer um caminho é pensar sobre ele, avaliar a experiência em todos os aspectos é que me faz um conhecedor. Muitas pessoas só aprendem a repetir experiências e nunca tiram as lições mais importantes quem vem da avaliação profunda do processo, assim eu posso ampliar as possibilidades e as vezes perceber que o melhor é fazer tudo diferente.
  • SEGUNDA QUESTÃO - Um cego pode guiar outro cego? Baseado na primeira frase vejo que a idéia colocada implicitamente propõe a integridade inquestionável do mestre. O mundo é o que é por não se avaliarem os dedos que apontam caminhos. Ah, se tivessem avaliado os dedos e os caminhos de Hitler na sua ganância etnocentrista, os dedos de Bush na sua busca megalomaníaca de poder e tantos outros homens que só querem seguidores passivos.
  • TERCEIRA QUESTÃO - Quando eu sento pra ouvir alguém que eu considero um mestre, eu não só quero ouvir como não cair no buraco em um certo caminho que ele percorreu, mas principalmente se aquele mestre sabe como observar buracos em qualquer caminho, mesmo os que ele nunca conheceu. Também se ele sabe aproveitar grandes buracos, pois em um tiroteio de guerra um buraco pode ser uma proteção de balas. Somente assim eu poderia dizer se aquele é um verdadeiro mestre.
  • ÚLTIMA QUESTÃO - É verdade que o discípulo que quer poupar forças não vai longe, cabe também ao mestre saber corrigi-lo. Mas o discípulo que busca aprender caminhos que evitem transtornos pode também estar guardando forças pra utilizá-la na hora exata, e talvez a hora exata vai ser o ponto em que o mestre não chegou ainda, lá se ele for um bom discípulo, terá que usar muita energia pra a partir dos ensinos, como referência e não modelo único, encontrar caminhos novos que o levem além dos seus mestres.
Rhone Giullian

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Medicina Alternativa

Recebi um convite da Rádio Vinha FM 91.9 pra falar sobre medicina alternativa na quarta-feira dia 09. Estive em debate sobre o assunto com outros profissionais da área de saúde. Quero reafirmar algumas questões pertinentes.
1- O corpo veio do pó, com características químicas comuns as da natureza. Então, se a doença é uma disfunção química, a natureza contém os elementos que podem repor isso à pessoa.
2- O corpo é um todo interligado, o homem é também um todo na relação corpo, alma e espírito, então existe uma relação de influência entre essas partes.
3- Existem culturas milenares, que tem pensado e experimentado a saúde todo esse tempo. A ciência moderna, a ciência escusamente manipulada pelo positivismo, desconsidera qualquer tipo de conhecimento que não o dito científico. Os psicanalístas têm muito a dizer sobre os preconceitos que sofreram por não serem considerados estudiosos da ciência.
4- As ações terapêuticas e curativas da antiguidade eram normalmente feitas por curandeiros ou sacerdotes antigos e seus resultados eram atribuídos a Deus. Os aspectos e operações químicas eram chamados de energia.
5- Hoje existem técnicas naturais que por princípios químicos ou psicológicos exercem influência no corpo e na alma humana. Mesmo que os termos utilizados sejam energia ou suas atividades foram criadas por religiões antigas, isso não tira sua ação natural e física.
6- Outra coisa importante é que a ciência médica alopata é fechada na sua disposição de trabalhar a transdiciplinaridade e parcerias entre conhecimentos. O ápice maior do orgulho da medicina é o projeto de lei chamado de Ato Médico, onde eles querem determinar o que é certo ou errado na saúde em geral. Existe também uma indústria farmacêutica questionável e que precisa vender muito remédio.
7- Também é importante dizer que muita coisa não tem nada de benefício, mas muitas vezes tem o efeito Placebo que é bom quando a sintomatolia é psíquica e ruím quando trata o sintoma, mas não resolve a causa, o que pode piorar o problema.
8- Infelismente quando chamam de medicina ou terapia alternativa tudo que não é alopata, põe tudo no mesmo saco, o que é uma injustiça com muita coisa boa, como por exemplo a acupultura.
9- Então, o melhor é trabalhar em parceria, onde você vai a uma psiquiatra, mas também a um terapêuta, a um iridologista, mas busca um diagnóstico médico pra complementar com diagnóstico a diagnose da íris dos olhos. O psicólogo pode acessar o serviço de um Terapêuta Ocupacional ou de um musicoterapêuta, ou seja, todos podem trabalhar juntos e se complementarem em prol da pessoa.


Então, diálogo nunca é demais.