quinta-feira, 9 de junho de 2011

Gleisi Hoffmann, direito das mulheres



A Casa Civil volta a ter uma ministra, a antecessora, agora presidente, escolheu uma aparente antítese. Ao contrário da Dilma, Gleisi Hoffmann é casada e mãe. Mulher religiosa, católica, que assume a luta junto ao Executivo Federal, mas que vem de um discurso e uma luta a favor dos direitos das mulheres.

O que me impressiona até aqui, é que Gleisi enxerga a mulher como um todo. Ela não faz uma luta por espaço de direitos iguais, mas de direitos específicos pra um gênero que carrega suas vicissitudes. Não busca tratar como igual o que é diferente.

Sempre discuti com mulheres em diversos ambientes sobre minha dificuldade de aceitar o feminismo, principalmente na sua segunda fase, onde as mulheres começaram a luta por direitos iguais, pois o fruto disso é uma série de doenças emocionais e uma geração de gente frustrada por não ter podido viver algumas experiências como a de esposa e mãe. É extremamente lícita a luta pelo respeito, por não ser discriminada ou inferiorizada e, claro como o dia, algumas coisas não podem ser diferenciadas, afinal, homem e mulher são o humano, iguais em importância e relevância.

Porém, as mulheres lutaram por um espaço num mundo de cosmovisão masculina e é claro estão se encaixando, não sem sofrimento e privação. A mulher naturalmente foi ficando com responsabilidades familiares, afinal, na história, sexo e gravidez gozavam de íntima parceria, de forma que fisicamente a mulher não vivia o ambiente da provisão através da caça ou agricultura. Nesse sentido, o tempo atual propõe uma revolução feminina, impulsionada desde a invenção de condições anticoncepcionais, o que promove oportunidades de trabalho e realizações diferentes daquelas as quais a mulher tinha.

O problema de encaixe fez uma distinção entre dois tipos mais expressos do feminino, aquelas que querem se realizar dentro de uma proposta familiar e aquelas que querem se formar dentro do mercado de trabalho. Fato é que essas condições se opõem por serem vivenciadas e possibilitadas num universo ainda masculinizado. Então, creio que a luta da mulher deve ser voltada por direitos da mulher. Que tal se o governo criasse uma lei de incentivo pra que empresas oferecessem vagas de meio período pra mulher que quisessem dedicar um tempo maior à maternidade, ou se as empresas fossem melhor incentivadas pra oferecerem uma licença maternidade mais extensa.

Sabemos que o mercado é extremamente explorador, e as mulheres são alvo dessa atitude do mercado e das empresas, assim, os incentivos governamentais seriam um impulso de possibilidades.

Creio que muitas outras ideias poderiam ser colocadas, mas meu papel aqui é abrir um espaço de reflexão. A mulher precisa sim de um espaço, mas um espaço que respeite suas especificidades. As mulheres têm sua formação subjetiva na histórica e com influências culturais, porém não podemos negar suas diferenças naturais. Então, vamos lutar pelos direitos sim, mas não os direitos iguais, mas pelos direitos da mulher, de forma que a mulher escolha se realizar em família ou na profissão, e se desejar, nas duas coisas.

Por Rhone Giullian Me siga no blog: rhonepsico.blogspot.com e-mail: rhonepsico@hotmail.com