quinta-feira, 28 de julho de 2011

Morreu mais um instrumento de doar vida. Stott, obrigado!


“O amor não é egoísta. A essência do amor é abnegação. O mais miserável dos homens pode ocasionalmente demonstrar nobreza de caráter, mas isso resplandecia na vida de Jesus como uma chama cujo brilho é inextinguível” – Cristianismo Básico, Ed. Ultimato, p. 56.
Retirado do Blog de Jucelino Souza.

Viver pra morrer, morrer pra viver, são aparentes contrações, mas no ministério dos seguidores de Jesus são verdades plenas. Como o autor da nossa condição de doarmos a nossa vida em favor dos outros, queremos viver pra dar a vida pelas pessoas e ao morrermos, tanto na nossa disposição sacrificial, quando no dia final de nossas vidas, sabemos que encontraremos a verdadeira e gloriosa vida. J. Stott foi um grande exemplo pra muitas gerações de líderes que tiveram o privilégio de viver nesse mundo durante o tempo do seu ministério.
Espero refletir do seu testemunho.
John Stott 27 de abril de 1921 - 27 de julho de 2011

Rhone Giullian

sábado, 23 de julho de 2011

Contradição: "Quem vê Cara não vê Coração


E aí, o que está acontecendo agora? Ontem os palcos, agora o quê? O que vem depois? Valeu a pena? Viveu?

Rodeada de pessoas, mas solitária. Desenvolvida artisticamente, mas não emocionalmente. Estrela de primeira grandeza, mas pessoa medíocre. Criativa, porém sem forma e vazia. Adorada por muitos, mas adorando seu vazio interior. Fama, dinheiro, sexo, drogas, podendo sem limites, no entanto, incógnita, carente, repugnante, terrena, aprisionada. Parece que algumas caretas de Amy, eram a cara de seu triste coração.
Amy, tristemente contradição, tudo tinha, mas não era, muita personalidade, mas maior confusão de identidade, apresentava uma distinção de tudo o que se via de atual, mas que era tão antigo quanto seu penteado, muito artística, mas pouco artista, pouco respeito pelos seus admiradores.
Foi aplaudida e vaiada, pra muitos viveu intensamente, pra mim, tanto o viver como o morrer são muito importantes. Tem gente que vive morrendo e outros que morrem vivendo, pra você, o que fez Amy?
Bem, seja lá onde ela estiver, espero que a sua vida e morte lhe sirva pra alguma coisa, que seu sucesso e glamour a leve a algum lugar, bem agora é que se vê a contradição, na morte, todos querem continuar uma vida sobrenaturalmente especial do outro lado.
Amy, seu nome foi marcado na história dos vivos, espero que isso sirva pra alguma coisa agora.
Eu fico com uma aparente contraditória mensagem do Cristo: "Aquele que perder a sua vida por amor de mim viverá."

terça-feira, 19 de julho de 2011

Cisne Negro e a negação dos negativos

O espetáculo do reconhecimento do nosso sucesso, vindo diretamente da fonte mais jactanciosa, o nosso esforço. Nada é mais orgasmático do que sermos o centro do espetáculo, aplaudidos de pé por nossa própria convicção que fizemos, e de que fizemos o melhor. Com “sangue nos olhos” perseguindo através da sujeição absoluta do tempo e da dor a nossa condição de protagonista, vamos fazendo das pessoas o meio, a ponte pra que o destaque seja o eu. 

Quantas vezes a mentira da nossa falsa humildade, da santidade hipócrita, e postura perversamente asceta, tenta enganar os outros e a nos mesmos, nos fazendo doentes carregando uma antítese daquilo que acreditamos ser a nossa identidade, se nos julgamos bons, lutamos pra esconder o mal latente que insiste em dar as caras, se nos vemos superiores, nos gastamos na tentativa laborosa de fazer com que as pessoas acreditem nisso. É como se na nossa tentativa forçada de sermos bons, não a alçamos a perfeição sem a esperteza e sedução da sagacidade e sensualidade, já que essas características, na verdade, são as motivadoras da nossa necessidade de mostrar algo que na verdade não somos.

A vida é uma dança com a verdade, que se nos esforçarmos pra vive-la com toda a dedicação e perfeccionismo, se não a encaramos nas suas vicissitudes, contradições, caos e tragédias, seremos um vulcão em constante ameaça de erupção. Somos o perfeito à medida que reconhecemos os polos de pureza e impureza, a luta entre o querer fazer o bem e o não conseguir, mas somos psicopatas e paranóicos quando nos julgamos auto-suficientes, narcisicamente isolados na angústia de não sermos percebidos nas nossas fragilidades.

O que de maior influência no impõe a busca pela perfeição é a forma em que subjetivamos as cobranças e expectativas sociais, dos pais, professores, amigos a amores, tentamos nos adequar àquilo que julgamos ser o que eles esperam de nós, ou mesmo àquilo que eles realmente esperam de nós, quantos pais se realizam nos filhos que conseguiram aquilo que o eles não alcançaram, amigos que se engrandecem na condição de apresentar o amigo vencedor, os namorados que se elevam na sua auto-estima a medida que mostram a todos o mais belo, rico ou bem sucedido companheiro, enfim uma armadilha que caímos na insegurança da nossa identidade.

A solução é assumirmos as nossas “penas negras”, não tenta-las esconder, mas expô-las e conscientemente vencê-las à medida que deixamos de temer o abandono e o desprezo, na busca por não sermos algo é nesse algo que vamos nos encaixar, então não lutaremos para não sermos, mas seremos tudo aquilo que temos em nós a condição de ser. Precisamos não tentar matar o cisne negro, mas sim viver intensamente o que podemos ser aceitando que não seremos perfeitos por não errarmos, mas nos aperfeiçoamos em reconhecermos nossas fraquezas e promovermos mais e mais nossas possibilidades e qualidades.
Fernando Pessoa diz no poema em linha reta:
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.  ... ...
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. 

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida... 


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os ouço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil? ... ...

Me ponho como o Apóstolo Paulo em Romanos 7: “Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!

Cristo o perfeito que se fez homem, o homem que santo assumiu o pecado do mundo, que se permitiu matar exposto nú na maldita morte, a cruz, aquele que não temeu revelar as marcas e dores do processo doloroso que viveu, que se angustiou e pediu ajuda aos seus discípulos, que se relacionou com aqueles que manchariam sua reputação e os influenciou maravilhosamente, aquele que se santificou e purificou quando assumiu o pecado e a sujeira de todos nós, que viveu quando não teve medo de morrer.

O filme Cisne Negro é uma ficção altamente promotora de reflexões por partes dos psicanalistas e filósofos, mas eu quero aqui fazer as minhas, sem me referendar a nenhuma proposta científica ou epistemológica, mas a do homem que pensa e faz sua crítica social a partir da sua reflexão carregada de conceitos e valores pessoais, sem a preocupação de se fazer acreditado.
Rhone Giullian Psicólogo Cristão.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

CBF, Futebol, Brasileiro e Igreja: Diferente semelhança.



Estamos comemorando ou chorando? Tivemos o melhor jogo da seleção desde a copa de 2010, mas fomos ridiculamente desclassificados, e sorrisos argentinos pra todo lado, tipo quem ri por último ri melhor nos remonta ao passado inglório recente. Temos também o melhor momento da igreja em termos de tamanho e um ridículo testemunho moral na nação brasileira. Apesar de diferentes, essas instituições, igreja brasileira e seleção brasileira tem lá suas semelhanças, então vejamos algumas:
O pessoal tá falando que os jovens Ganso e Neymar não jogaram o que poderiam, que vão amadurecer. Questão é que muitos diziam que esses dois seriam a solução pro Brasil na Copa de 2010.
- O Brasil prioriza o talento e não o preparo e promove na mesma medida que destrói.
A igreja às vezes age de igual forma, valoriza e põe grandes expectativas nos talentos e nas capacidades, mas não enxerga nenhum processo em volta e se esse talento falhar, o abandonamos e o diabolizamos.
O público está também dizendo que o problema é que não damos continuidade aos processos e que promovemos um retrocessos nos projetos que estão sendo desenvolvidos, temos que dar mais chances e corrigir os erros, na palavra do próprio mano menezes não podemos desconsiderar tudo com se tudo estivesse errado. Que pena que o último técnico, que teve sucesso em todas as três competições antes da copa (Campeão da Copa América, da Copa das confederações e primeiro nas eliminatórias pra Copa do mundo), não tenha tido a oportunidade de corrigir os erros.
- A seleção brasileira sempre encontra alguém pra crucificar e não constitui projetos a longo prazo.
A igreja algumas vezes reage da mesma forma, quando surge algo novo, que parece que vai certo, abandona todo o resto, e se o novo não funcionar parte-se em busca de algo que pareça que vai funcionar.
O Ricardo Teixeira é o dono da Seleção Brasileira. Então, se a seleção é dele, ele faz o que quer, e quem lhe agrada faz sucesso, mas quem discordar dele, nunca mais terá chances. Ele decide aquilo que lhe traz benefícios pessoais.
- A seleção tem dono e cartilha do dono e este não pode ser questionado.
Muitas igrejas funcionam assim, o dono manda, quem quiser ficar dentro da igreja que aceite, quem puxar saco, apoiar, concordar, aceitar cresce, quem pensa diferente que procure sua turma em outro lugar, até a teologia e as pregações são pra justificar e perpetuar a dominação.
O povo sempre acusa os jogadores de vaidosos, marqueteiros, preocupados consigo mesmo, mas são os primeiros a incentivar com assédio idólatra, investindo muito dinheiro nos produtos e notícias e cobrando a exposição dos jogadores. Quando um técnico busca privacidade é criticado, se expõe é vaidoso.
- O povo precisa de aparência, mas não sabe lidar com a responsabilidade e privacidade.
A igreja também às vezes tem suas vítimas, os super’s pastores, tem que ter aparência de santidade, de humildade, mas se for muito discreto não é ninguém, e se não tiver sucesso aparente, tá descartado.
Dizem que no Brasil, se a seleção ganha a Copa do Mundo os políticos podem aprontar que ninguém presta atenção.
- O povo brasileiro sendo bem entretido e beneficiado, o resto não interessa.
A igreja quer alguém que lhes satisfaça as expectativas individuais através dos dons e habilidades, se isso significar fingir de cego e surdo pra outras coisas, tudo bem.
Bem, acho que precisamos amadurecer, acabando com a existência de um dono com poderes absolutos, da valorização dos resultados independente da qualidade dos processos, da busca dos interesses pessoais em detrimento dos coletivos, dos abandonos e substituições sem uma avaliação plena do que já existe, das valorizações da aparência e não do fundamento e da intromissão curiosa promotora da necessidade de produção de uma imagem que supra as expectativas do povo. Isso serve pro povo, pra seleção e para as igrejas.
Por Rhone Giullian