São insatisfeitos solteiros, estão sempre se sentindo em falta por não encontrar o grande amor. Estão insatisfeitos os casados, se sentem decepcionados na relação idealização realidade, estão insatisfeitos os filhos, cujo os pais dos amigos servem de comparação na atitude de criticar os pais, estão sempre quase todos insatisfeitos.
Este sentimento é perigoso, senão porque é motivo de infelicidade, por que nos faz ver as pessoas como instrumentos de saciedade da nossa fome sem fim. Creio que esta fome não pode ser saciada por relações humanas, é vazio existencial, de consciência. Somente um preenchimento essencial, de espírito e alma pode superar esta fome.
Verdade é que se sentíssemos que somos pão e não fome, água não sede, talvez seríamos menos vazios, pois nos relacionaríamos não na carência de expectativas mal resolvidas, mas na proposta de sermos transformadores das realidades alheias, a prova de frustração, sem contas a receber, mas doadores, alimentadores, enfim, saciados e satisfeitos.
Rhone Giullian
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